terça-feira, 25 de novembro de 2008

Dia mundial de luta contra a SIDA


O dia 1 de Dezembro é considerado o dia Mundial de Luta Contra a SIDA, e nós não queremos deixar passar esta data em branco. Como todos sabemos, é neste dia em que há grandes sensibilizações para esta causa, que muitas vezes é ignorada ao longo do resto do ano. E para além disso, ainda há os que ignoram até ao dia em que ficam a saber que estão infectados pelo VIH. Deste modo, apelamos a todas as pessoas que reflictam acerca dos riscos que correram até hoje, de que forma é que tiveram expostos, e que por um lado, realizem o teste VIH/SIDA e por outro lado, adoptem ou mantenham estilos de vida que constituam uma barreira à infecção pelo VIH.

Não podemos esquecer que o teste é gratuito, anónimo, confidencial e não presica de marcação, podendo ser realizado nos Centros de Aconselhamento e Detecção Precoce do VIH/SIDA. E mais, se estiver infectado, não é o fim do mundo, mas sim o começo de uma nova vida, em que todos os momentos vão ser vividos de forma totalmente diferente, por vezes até de um modo mais feliz.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

IST sinónimo de traição?

Este spot foi totalmente realizado por nós....afinal também somos actores!!!!!!
O Alexandre e a Carolina, interpretaram o papel de um casal que se separa em virtude de um dos membros ter contraído uma Infecção Sexualmente Transmissível e suscitar a dúvida de uma possível traição.

Spot - consultório médico

Neste spot tentámos ilustrar uma situação em que alguém descobre que está infectado com o VIH/Sida. A médica foi interpretada pela Liliana e a paciente pela Carolina.
Atenção!!!! O Dr. Ricardo Coelho, venereologista do Hospital Curry Cabral, congratulou-nos porque ilustra muito bem a reacção normal das pessoas nesta situação.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Alteração lei

Parlamento discute projecto a proibir discriminação de portadores de SIDA
O Parlamento debate hoje um projecto de lei que proíbe a discriminação dos portadores de SIDA em várias áreas, incluindo na concessão de créditos bancários e seguros.

Em declarações aos jornalistas no Parlamento, o deputado bloquista João Semedo afirmou esperar que a maioria PS viabilize o diploma, em votação na generalidade, para que seja discutido na especialidade. João Semedo disse que "a realidade da discriminação" ultrapassa "e muito" o número de queixas apresentadas às autoridades. O diploma proíbe a discriminação em áreas como o emprego, nas escolas, nos estabelecimentos de saúde, mas também na concessão de créditos e seguros. O projecto de lei lembra o caso recente do despedimento de um cozinheiro com VIH, legitimado pelo Tribunal de Trabalho de Lisboa e pelo Tribunal da Relação de Lisboa, dado o trabalhador ser considerado um "perigo à saúde pública".

A 31 de Dezembro de 2007, encontram-se notificados 32 491 casos de infecção VIH /
SIDA nos diferentes estadios de infecção.

A análise, segundo os principais aspectos epidemiológicos, clínicos e virológicos é
apresentada, neste documento, separadamente, para cada estadio da infecção, por
corresponder a situações distintas. Como elemento comum a todos os estadios, verifica-se
que o maior número de casos notificados (“casos acumulados”) corresponde a
infecção em indivíduos referindo consumo de drogas por via endovenosa ou
“toxicodependentes”, constituindo 43,9% (14 252 / 32 491) de todas as notificações,
reflectindo a tendência inicial da epidemia no País.

O número de casos associados à infecção por transmissão sexual (heterossexual)
representa o segundo grupo com 38,8% dos registos e a transmissão sexual
(homossexual masculina) apresenta 12,0% dos casos; as restantes formas de
transmissão correspondem a 5,3% do total. Os casos notificados de infecção VIH/SIDA,
que referem como forma provável de infecção a transmissão sexual (heterossexual),
apresentam uma tendência evolutiva crescente. No segundo semestre de 2007, a
categoria de transmissão “heterossexual” regista 57,2% dos casos notificados (PA,
Sintomáticos não-SIDA e SIDA).

O total acumulado de casos de SIDA em 31 de Dezembro de 2007, era de 14195, dos
quais 463 causados pelo vírus VIH2 e 189 casos que referem infecção associada aos
vírus VIH1 e VIH2. Em 84 casos de SIDA, o tipo de vírus da imunodeficiência humana
ainda não nos foi comunicado, obedecendo no entanto estes casos aos critérios de
classificação.

Os casos de SIDA apresentam a confirmação do padrão epidemiológico registado
anualmente desde 2000. Verifica-se um aumento proporcional do número de casos de
transmissão heterossexual e consequente diminuição (proporcional) dos casos
associados à toxicodependência.

Os “ Portadores assintomáticos” são predominantemente jovens com mais de 20 anos
e indivíduos até aos 39 anos, constituindo o maior número de casos notificados (71,6%)
neste grupo. Constatamos o elevado número de casos de infecção VIH assintomáticos,
associados principalmente a duas categorias de transmissão: “heterossexuais”
representando 42,1% do total de PA notificados, bem como “toxicodependentes” (41,9%).
Contudo, analisando os anos 1999-2006, verificamos que o padrão da tendência temporal
nos casos assintomáticos regista flutuações da tendência observada, resultante do facto
da categoria de transmissão “heterossexual” apresentar valores percentuais diversos
entre 1999-2006, em relação ao total de casos notificados em cada ano, enquanto os
“toxicodependentes” confirmam a tendência proporcional decrescente.

Os casos sintomáticos não-SIDA (“Complexo Relacionado com SIDA”, na designação
clássica) constituem um grupo com menor número de casos, cujas características
epidemiológicas, em relação aos principais parâmetros, seguem o padrão epidemiológico
anterior. Neste grupo, 40,6% correspondem a casos na categoria de transmissão
heterossexual e 38,1% a indivíduos “toxicodependentes”.

by Instituto Dr. Ricadro Jorge

domingo, 25 de maio de 2008

Entrevista à Associação Sol Crianças


Nota prévia

Fundada em 1992 e distinguida na Sede da UNESCO em Paris em Outubro de 2000 pela sua filosofia piloto, a Casa Sol Crianças é uma associação de apoio a crianças seropositivas que nada tem a ver com o modelo tradicional de instituição. Esta cria nas crianças um sentimento de pertença, conforto e partilha, emergindo sempre entre as crianças e as pessoas que contribuem para a associação um sentimento de família, neste caso, uma família à antiga, numerosa.

Fale-nos um pouco sobre a Associação SOL.
“A Associação tem 15 anos.
A casa, era uma casa em ruínas que, nos foi dada pela Câmara Municipal de Lisboa e que foi reconstruída à base de donativos.
Embora sejamos a única associação deste tipo ao nível do país e mesmo da Europa, até já fomos reconhecidos pela NATO.
A casa tem lotação para 11 crianças, neste momento temos 22, estão imensas em lista de espera e sem apoios está a ser muito complicado.”

A Associação tem algum apoio do Estado?
“Só ao nível de alguns medicamentos. A medicação principal que o Estado nos dá é o Epivir, o Retrovir e o Caletra. O resto da medicação somos nós que compramos na farmácia, através de donativos.”

Têm muitos donativos?
“Temos alguns. Há pessoas que ajudam, há outras que se lembram de nós no Natal e depois...mais nada! É pena que o Natal não seja todos os dias, porque algumas pessoas esquecem-se ….”

Não têm apoios de nenhuma outra associação?
“Temos ligações com a Abraço e a Liga de Deficientes mas, tirando algum apoio do Estado, dos donativos e de alguns hotéis que nos dão o almoço, o jantar e fazem as festinhas de aniversário, Natal…e que nos ajudam nas prendinhas para as crianças, não temos mais nada.”

As crianças chegam à Associação por que via?
“Através do tribunal.”



Qual é normalmente a idade com que chegam?
“O último que cá chegou tinha três meses, o penúltimo, nove anos. Não têm idade específica. Quando abre uma vaga, o tribunal manda uma criança em lista de espera para aqui.”

Enquanto elas estão em lista de espera, onde é que ficam?
“Ficam na Santa Casa da Misericórdia, na Casa do Gaiato… todas as outras associações. Infelizmente não são especializadas.”

As crianças sabem que estão infectadas?
“ A partir do momento em que começam a ter alguma percepção todos sabem que são seropositivos.”

Como é que lhes conseguem explicar?
“Os que estão cá desde bebés, sabem que estão a tomar medicação, então, desde pequeninos que dizem “Vou tomar remédio!”. Eles sabem que durante todo o almoço têm de tomar vitaminas. Se nós não lhas dermos eles perguntam imediatamente “ Ó tia, então e o meu remédio?” e nós perguntamos “ Então mas, tu estás doente?” e eles respondem “ O médico disse que eu tenho de tomar remédio porque eu tenho uma doença. Tenho uma doença, em que o sangue faz mal”. Esta é a resposta dos mais pequeninos.
Os mais velhinhos, ao estarem em contacto com outras crianças, acabam por falar. Eles já sabem o que têm mas, nós também lhes explicamos os modos de transmissão, entre outros. Eles também acabam por se aperceber uma vez que fazem análises mensais nos hospitais D. Estefânia, D. Maria e Santa Marta. Todos eles vão mensalmente às consultas de transmissão vertical.
Neste momento, todos os vírus estão inactivos, todas as cargas virais estão baixas.
Para eles, é como se fossem normais, uma vez que são portadores de um vírus mas, não têm sintomas.”


A esperança média de vida delas é elevada?
“Sim, graças à medicação. Nós temos crianças na casa, que não têm SIDA. E já tivemos crianças, que foram adoptadas, que tinham pais seropositivos e que a partir do momento em que começaram a tomar medicação, quando atingiram aproximadamente os dois anos deixaram de ter o vírus. Foi desactivado por completo. São saudáveis”

Eles sentem-se revoltados por serem seropositivos?
“Não propriamente, uma vez que não apresentam sintomas. A sua maior revolta é o facto de não terem um pai ou uma mãe, ou pelo facto de não poderem estar com o pai ou com a mãe pois, alguns dos pais são toxicodependentes, prostitutos ou mesmo incógnitos.”

Elas estão em contacto com outras crianças?
“Aqui todos os meninos andam na escola e também fazem natação, praticam futsal, vão à catequese e praticam outros tipos de actividades.”

As outras crianças sabem que elas são seropositivas?
“Sabem, todas elas sabem.”

Mas, não há discriminação?
“Sim, há algumas crianças que ainda têm medo de brincar com elas. Mas, às vezes também é um bocadinho por parte dos pais, porque nem sempre os pais sabem como é que se transmite o vírus, então acabam por dizer aos filhos para não brincarem com elas. Por vezes dizem “Não brinques com aquele sidoso!”A palavra pesa muito. E quando elas ouvem e nos vêm contar vamos imediatamente à escola saber o que se está a passar e tentar controlar a situação.
Mas, neste momento, na escola não temos tido problemas. Isso também é normal, por vezes quando vamos às consultas com crianças negras e elas nos tratam por tias, as pessoas olham e perguntam-nos como é que é possível.”

Têm muitas crianças de cor negras é?
“Temos várias crianças. Temos crianças negras, algumas de etnia cigana, brancas, temos um menino que veio há pouco da Guiné e que ainda não sabe bem falar português, etc. Ainda há muitas pessoas a pensarem que a SIDA é só para um determinado escalão mas, não. A SIDA atinge a todos.”

Tendo em conta uma perspectiva mais pessoal, como é trabalhar com estas crianças?
“No início, quando vim para cá trabalhar, fiquei muito preocupada. Só pensava”como é que vais ser quando elas se cortarem?” e “se elas morrem?” Porque se associa aos seropositivos uma curta duração de vida. Mas, passados quatro dias de convivência com elas, esqueci-me totalmente de que eram seropositivos. São crianças normais, as vidas são normais, as preocupações são as de se fazem ou não a cama, se lavam os dentes, se vão ao banho, se já fizeram os trabalhos de casa. Só no momento em que estamos a dar a medicação é que nos lembramos que são seropositivas e perguntamo-nos: “Como será o futuro delas?”.
Depois, como estamos ligados a elas 24horas é família! É trabalhoso, muitas vezes cansativo mas, é muito gratificante.
Vê-las crescer, saudáveis e ver que estão felizes é fantástico!
Aqui, as crianças estão acima de tudo.”


“No início, quando vim para cá trabalhar, fiquei muito preocupada. Só pensava”como é que vais ser quando elas se cortarem?” e “se elas morrem?” Porque se associa aos seropositivos uma curta duração de vida. Mas, passados quatro dias de convivência com elas, esqueci-me totalmente de que eram seropositivos. São crianças normais, as vidas são normais, as preocupações são as de se fazem ou não a cama, se lavam os dentes, se vão ao banho, se já fizeram os trabalhos de casa. Só no momento em que estamos a dar a medicação é que nos lembramos que são seropositivas e perguntamo-nos: “Como será o futuro delas?”.
Depois, como estamos ligados a elas 24horas é família! É trabalhoso, muitas vezes cansativo mas, é muito gratificante.
Vê-las crescer, saudáveis e ver que estão felizes é fantástico!
Aqui, as crianças estão acima de tudo.”

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Hepatite B



A hepatite B é uma doença infecciosa causada pelo vírus HBV (vírus da Hepatite B), descoberto em 1965. Este vírus pertence à família Hepadnaviriae e o seu nome específico é Orthohepadnavirus Hepatite B virus.
Este vírus infecta sobretudo células hepáticas, provocando inflamação no fígado. O vírus penetra no núcleo das células do fígado e multiplica-se em grande número utilizando o DNA da célula infectada para formar o seu próprio RNA mesangeiro. Posteriormente, com o auxílio da enzima transcriptase reversa, este vírus produz o seu próprio DNA, utilizando o RNA sintetizado anteriormente.
A partícula viral da Hepatite B é denominada partícula de Dane, podendo esta assumir uma forma esférica ou filamentosa. Esta partícula inclui no seu interior várias proteínas, responsáveis pela doença. Entre elas encontram-se a proteína membranar HBs, a proteína HBc (que protege o genoma do vírus) e a proteína HBe, que é menos importante, mas que também é lançada para a corrente sanguínea, logo exige resposta por parte do sistema imunitário.


Transmissão e Epidemiologia
O vírus da Hepatite B tem uma transmissão relativamente semelhante à transmissão do vírus da SIDA. O vírus existe no sangue, no sémen e secreções vaginais, na saliva que tenha estado em contacto com sangue infectado e no leite materno de doentes e de portadores assintomáticos (que não manifestam sintomas da doença). Desta forma, a doença transmite-se por via sexual, da mãe para o filho, através de agulhas infectadas devido ao contacto de sangue. Os casos mais frequentes de transmissão com agulhas infectadas ocorrem devido ao consumo intravenoso de drogas e à utilização dessas mesmas agulhas para realizar tatuagens, piercings ou tratamentos de acupunctura em estabelecimentos não legalizados, e na maioria das vezes, não cumpridores dos princípios de higiene e esterilização dos objectos utilizados.
Apesar de o modo de transmissão ser semelhante ao do vírus da SIDA, o vírus da Hepatite B é muito mais resistente, sobrevivendo em condições ambientais bastante adversas. É, por isso, cerca de 100 vezes mais contagioso que o vírus da SIDA.

Sintomatologia

A hepatite B pode assumir duas formas: hepatite B aguda ou hepatite B crónica.
A hepatite B aguda assume um período de incubação de 4 a 20 semanas. A infecção pode causar icterícia (cor amarelada da pele e dos olhos), febre, falta de apetite, mal estar, urina de cor escura, fezes de cor clara, naúseas, comichão e dor abdominal. Ocasionalmente, pode causar dores nas articulações, dores de cabeça e lesões na pele semelhantes às da urticária. No entanto a grande maioria dos casos não apresentam sintomas.
Em 90% dos casos, a hepatite aguda B é uma doença auto-limitada, ou seja, evolui naturalmente para a cura devido à resposta eficiente do sistema imunitário. Após a cura da doença, o fígado recupera totalmente dos danos que sofreu e o doente torna-se imune devido à presença de anticorpos no sangue formados devido à presença do vírus.
Só cerca de 10% dos casos acabam por evoluir para doença crónica.
Já a hepatite B crónica é diagnosticada quando a doença se prolonga por mais de 6 meses. Os indivíduos que sofrem desta doença geralmente não apresentam quaisquer sintomas ou apresentam sintomas ligeiros como cansaço. A infecção pode evoluir para cirrose ou para carcinoma hepatocelular (cancro do fígado).
Esta evolução será acelerada se o indivíduo em causa estiver simultaneamente infectado com o vírus da Hepatite C.
A cirrose manifesta-se essencialmente pelo aparecimento de icterícia, hemorragia digestiva e ascite (acumulação de líquidos na cavidade abdominal), provocando insuficiência hepática. No entanto, em muitos casos, a cirrose pode permanecer silenciosa durante longos períodos de tempo.
Em situações mais extremas a cirrose pode evoluir para cancro do fígado, podendo mesmo levar à morte, principalmente quando associada ao consumo de álcool.

Diagnóstico
No diagnóstico da doença são utilizadas técnicas que permitem detectar a existência ou não de antigénios e de anticorpos que surgem nos diferentes estados da doença. Geralmente é feito também uma análise rigorosa ao fígado. Deste modo é possível identificar se se trata de uma infecção aguda ou crónica ou se, pelo contrário, o individuo se encontra imune.
Se o doente sofrer de hepatite B aguda, o teste revelará a existência de antigénios HBs e HBe e anticorpos HBc, bem como transaminases (enzimas que se localizam no interior das células hepáticas e se só são libertadas quando essas células são destruídas).
Se o doente sofrer de hepatite B crónica, o teste revelará a existência de antigénios HBe e HBs em quantidades muito altas e anti-corpos HBc, bem como elevado número de transaminases.
É de realçar que uma vez infectado pela Hepatite B, nenhum indivíduo voltará a ter a doença pois ficará imunizado.

Tratamento

Não existe nenhum tratamento totalmente eficaz para a hepatite B. A melhor medida de prevenção é a vacinação. A vacina contra a hepatite B possui antigénios HBs. Desta forma, o organismo produzirá anti-corpos anti-HBs, tornando o indivíduo imune à doença. Esta vacina é eficaz em 95% dos casos.
Actualmente, a vacina contra a Hepatite B faz parte do Programa Nacional de Vacinação e são geralmente administradas três doses: uma primeira dose logo após o nascimento, uma segunda aos 2 meses e uma terceira dose aos 6 meses de idade. Sendo que a referida vacina faz parte do PNV, é totalmente gratuita e obrigatória para todas as crianças.
Além das crianças, a vacina é recomendada a todos aqueles que não foram vacinados na infância, especialmente profissionais de saúde, hemofílicos e hemodializados.
Em caso de infecção crónica, devido às limitações existentes da terapêutica, o tratamento baseia-se na administração de medicamento antivíricos (geralmente compostos por interferão-alfa) que impedem a replicação do vírus e reforçam o sistema imunitário. No entanto, nenhum medicamento é, actualmente, capaz de eliminar o vírus do organismo.
Existe, no entanto, anticorpos humanos anti-VHB sintéticos que podem ser administrados, principalmente a recém-nascido, filhos de mães portadoras (é obrigatório o despiste da infecção a todas as grávidas) e que podem actuar sobre o vírus, apresentando uma eficácia de 95%. No entanto, este método só funciona nos dias seguintes à contaminação pelo que é apenas utilizado em recém-nascidos dado que a contaminação por outras vias não é reconhecível em tão curto espaço de tempo.
Além disso, é recomendado (para não agravar a doença) a realização de uma alimentação equilibrada, rica em proteínas e vitaminas e pobre em gorduras e açúcares. É totalmente proibido o consumo de álcool, podendo este ser fatal dado que o fígado não tem condições para o assimilar.

O vírus da hepatite D (HDV)

O vírus HDV é um vírus incompleto, deficiente em quase todas as proteínas, codificando apenas duas, pois o seu RNA funciona como enzima que cliva todos os produtos transcritos.
Desta forma só consegue multiplicar-se ao parasitar um outro vírus, o vírus da hepatite B. Não actua isoladamente, mas agrava significativamente o diagnóstico dos doentes infectados com hepatite B.

Prevenção
Para prevenir o contágio por Hepatite B é essencial a utilização de preservativo em todas as relações sexuais, não partilhar seringas ou objectos pessoais e de higiene (ex: escovas de dentes, lâminas de barbear, etc), usar luvas em caso de desinfecção de uma ferida com sangue. Além disso é essencial manter uma higiene cuidada e evitar contactos com sangue e fluidos orgânicos.

Estatísticas
Calcula-se que 5% da população mundial esteja infectada com VHB, existindo cerca de 350 milhões de portadores crónicos e 50 milhões de novos casos por ano.
Estima-se que, em Portugal, existam cerca de 140 mil portadores do vírus da Hepatite B. Apesar do elevado número, nos últimos anos, tem vindo a ser notório uma diminuição dos novos casos por ano.
No entanto, em comparação com o resto do Mundo, a Europa apresenta uma taxa relativamente baixa de infectados (0,1 a 1% da população), tal como a América do Norte.
A situação mais extrema verifica-se em África, onde esta infecção atinge 12% da população. Segue-se a Ásia com cerca de 9% de população infectada. Nestes dois continentes, a transmissão verifica-se, essencialmente, de mãe para filho(a) ou durante a infância.